Faz calor depois faz frio…

Hoje sinto a mesma amargura que outrora me tocou. A beleza às vezes se esconde nos limites da minha sanidade.

Não quero mais sentir o cheiro dessa amargura que me rodeia. Todo amor que sinto se resume ao contrates de grandes absurdos em formas de incógnitas. As pessoas e seus vazios dialogam com essa brusca essência do nada. O corpo perde sua forma com a monotonia do tempo.

Não preciso de músicas tristes que falem de amor ou de diálogos que exaltem a beleza de se viver. Tudo isso não tem forma, cor ou cheiro. É como se olhar um papel higiênico após o uso.

De dia sinto em breves momentos o quão é belo o sorriso que me convida a penetra-lhe. A noite vejo a sua mente sombria que esquece a minha existência. Pode ser que eu seja trocado pelas futilidades presentes nas esquinas ou nas camas de motéis cheirando a esperma e suor do grotesco.

A corda pendurada balança ao som de um vinil de blues que toca ao fundo nos quartos das raparigas. Ela me convida, mas recuso. A poesia já não é suficiente para expressar a amargura do rancor que sinto.

Viajar nas suas curvas é quase impossível. O encanto precisa ser dosado com pequenas. Cada instante que não te vejo é como sentir as minhas carnes serem corroídas com o ácido da insegurança.

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